Se te amar perderei tudo, mas me pergunto: existiria tudo sem voce?
Se o tudo sem voce é nada, então já não desejo nem tudo, nem nada.
Se durmo e acordo com tanta regularidade é para manter a esperança de encontrá-la hoje ou amanhã.
Desisti de navegar grandes mares, vc é a volta ao mundo que dar em todas as noites e manhã.
Não importa quão longa e tempestuosa seja está viagem, buscarei sempre o porto protegido por debaixos dos teus cabelos.
Daria tudo para ser prisioneiro do teu amor, pediria todas as noites o açoite do teu corpo para depois descançar em teus seios.
Dividiria meus sonhos em mil apenas para que houvesse tempo para que vc estivesse encaixada em todos.
Já dizia o poeta: o céu, conheci o céu pelos olhos teus..
Pelo tempo que procuro por minha amada descobri que ela viva em mim, no avesso dos meus olhos. Vou em sua busca, boa noite!
Samuel Braz
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Qual teológo é vc
Anselmo
83%
Martinho Lutero
75%
Friedrich Schleiermacher
75%
Paul Tillich
67%
Jurgen Moltmann
67%
Rudolf Bultmann
50%
Santo Agostinho
33%
João Calvino
33%
Karl Barth
33%
Charles Finney
17%
Jonathan Edwards
17%
http://quizfarm.com/quizzes/new/xcore/qual-telogo--voc-verso-012/
83%
Martinho Lutero
75%
Friedrich Schleiermacher
75%
Paul Tillich
67%
Jurgen Moltmann
67%
Rudolf Bultmann
50%
Santo Agostinho
33%
João Calvino
33%
Karl Barth
33%
Charles Finney
17%
Jonathan Edwards
17%
http://quizfarm.com/quizzes/new/xcore/qual-telogo--voc-verso-012/
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Minha Igreja Tem Cai-Cai
Por Bráulia Ribeiro
Para ter unção, dizem que o crente precisa viver fora do mundo e outras bobagens mais. E quem olha de fora tenta entender cada detalhe, revestindo-se de preconceitos.
Minha igreja é destas que tem cai-cai, estrebucho e chororô. Aos domingos, quando cai a unção, homens e mulheres, crianças e adolescentes, profissionais liberais, garis, prostitutas e doutores se misturam num carnaval maluco, sem máscaras e sem fantasia. Todos dançam e pulam; alguns desconjuntadamente; outros, como pipoca no óleo quente. Outros, ainda, movimentam-se como num balé new age bem elaborado, em que se perdem sozinhos em seu mundo de adoração, como se estivesse no seu próprio quarto. Alguns gritam – gritos viscerais, primais, enlouquecidos; outros balbuciam extasiados palavras sem sentido. Alguns apenas caem em êxtase, como se tocados por um dedo gigante, e outros ficam no chão, rindo e chorando por muito tempo.
É estranho estar no meio de tudo isto. Você se torna quase um espectador do teatro do absurdo. Por mais que se confronte com o inusitado, sempre se surpreende a cada nova pessoa tocada, a cada profissional circunspecto que de repente se vê no chão despido de qualquer vergonha na cara. No começo, era uma espécie de playcenter espiritual; queria-se reunião todos os dias, numa ânsia pelo toque sobrenatural. A unção se tornou melhor do que qualquer coisa, do que os bate-papos a que estávamos acostumados antigamente, do que as festas regadas a muita comida, que eram comuns no dia-a-dia da igreja. Queríamos a emoção de cair, de perder o controle, de sermos tomados por aquela coisa nova. Um amigo médico definiu o processo como a “cocaína espiritual”. Cocaína da qual não se sai “deprê”, mas que vicia igualmente. Cocaína que produzia cura.
Lembro-me de outro amigo, profissional respeitado na cidade, que por respeito acompanhava a mulher para a igreja anos a fio. Sincero, dizia abertamente que não era crente, sempre querendo se preservar o direito de dar umas pecadinhas sem culpa. Mas, um belo dia de unção, lá estava o sujeito no chão, rolando suas roupas de marca pelo piso sujo de um galpão. Por mais que eu quisesse me desligar da imagem dele e louvar no meu canto, não conseguia parar de olhar as reviravoltas que ele dava – ora como um capoeirista exímio, ora como um lagarto desengonçado. Toda a dureza e indiferença cínica daquele homem rompeu-se e deu lugar a um zelo intenso pelo Evangelho e confissões públicas inimagináveis.
Na época, deflagrou-se uma guerra entre os membros da denominação quando começamos a nos “viciar” naquela cocaína divina. Muitos não se conformavam com o novo modelo, e vociferavam que Deus não podia fazer coisas nem proporcionar tais manifestações. Eu, cá do meu canto, sabia que não podia decidir as coisas que Deus pode ou não fazer – primeiro, porque sou mineira, assim como disse o caboclo depois que viu o sexto elefante cor de rosa voando por cima da cabeça: “É, cumpadi, parece que o ninho deles é pra lá mermo...” O Deus que falou em coluna de fogo, que apareceu em nuvem, que derrubou muralha com buzina, que abriu e fechou mares e rios, pode continuar fazendo o que bem entende. Um Deus que, na forma de homem, curou cego cuspindo no chão, andou em cima d’água, pescou peixe com moeda na barriga, morreu na cruz e ressucitou de maneira espetacular, pode continuar fazendo o que bem entende.
Fiquei a observar os resultados. Sei que a indiferença generalizada que reinava na igreja antigamente virou entusiasmo. Sei que homens que antes passavam o tempo do culto a pensar em seus problemas ou a desnudar as mulheres com o olhar, hoje, tocados por uma compaixão estranha, choram como crianças e pregam o Evangelho com paixão. Sei que mulheres mal-amadas, endurecidas pela vida, de repente desabrocharam em flor, como a moça da janela de A Banda do Chico Buarque. No meio disso tudo, alguns
de nós querem teologar em cima de experiências e desenvolvem toda uma filosofia da preservação da “unção” na igreja, carregada de proibições neuróticas e de culpa. Para se ter unção, não pode isto não pode aquilo; não pode roupa de uma determinada marca, não pode música de ritmo afro; só o que é judeu é santo, o resto pertence ao diabo – que, aliás, acaba sendo um sujeito mais criativo que o próprio Deus, que não conseguiu inventar nada além daquelas musiquinhas judaicas em tom menor.
de nós querem teologar em cima de experiências e desenvolvem toda uma filosofia da preservação da “unção” na igreja, carregada de proibições neuróticas e de culpa. Para se ter unção, não pode isto não pode aquilo; não pode roupa de uma determinada marca, não pode música de ritmo afro; só o que é judeu é santo, o resto pertence ao diabo – que, aliás, acaba sendo um sujeito mais criativo que o próprio Deus, que não conseguiu inventar nada além daquelas musiquinhas judaicas em tom menor. Assim, para ter unção, dizem que o crente precisa viver fora do mundo e outras bobagens mais. E quem olha de fora, ou seja, os acadêmicos da religião, tenta racionalizar e entender cada detalhe, revestindo-se de preconceitos histórico-teológicos. Apesar de cristãos, são mais céticos do que os incrédulos. Do meu canto, observo uma mulher de vida difícil levantar-se do banco ir ao altar pela primeira vez, querendo ver a Jesus e sendo tocada por uma mão sobrenatural de amor que a faz chorar e rir durante horas. Naquele choro, sua alma é lavada, suas culpas freudianas são extirpadas, sua sensação de miséria interna se torna em valor precioso. E ela levanta dali numa inteireza que duzentas horas de sermão não produziriam.
Edgar Morin, grande filósofo da educação, fala sobre cegueiras paradigmáticas. Segundo ele, “um paradigma pode, ao mesmo tempo, elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema-chave do jogo da verdade e do erro”. Ou seja, por ficarmos viciados num tipo de paradigma lógico, não conseguimos pensar fora dele, nem muitas vezes analisar coerentemente fatos do mundo ao nosso redor. No entanto, não somos capazes de perceber esse erro porque estamos presos na falsa lógica produzida pelos axiomas em que acreditamos.
O mundo protestante do Brasil hoje apresenta dois paradigmas principais – o dos experiencialistas, para os quais a experiência é tudo, o centro, a verdadeira razão de ser do Evangelho; e o dos racionalistas, que apesar de não admitirem abertamente, excluem a experiência do escopo de sua fé. Estes controlam o que é possível e racional no âmbito “espiritual”, discriminam experiências e vivências de acordo com sua própria concepção do que é ou não racional. Ambos sofrem de cegueira paradigmática. O grupo de cá, voltado para o supremo poder da experiência mística, cega-se para os desatinos que o “império dos sentidos” produz, e infelizmente ignora o leme racional da Palavra. Assim, anda à deriva, movido por ventos de doutrinas, medos legalistas e arroubos personalistas.
O grupo de lá, conservador e racional, primando pelo amor à Palavra, ignora o lado místico da fé, sem o qual a própria fé deixa de ter sentido. Perde a oportunidade de experimentar o mover legítimo e curativo de Deus, o derramar do Espírito Santo que foge à nossa capacidade racional de explicá-lo, ultrapassa nossos limites religiosos e alcança almas e corpos com curas e prazeres que nossa teologia casta e asséptica não é capaz de gerar. Do mesmo modo que o grupo experiencialista exclui toda lógica – e, muitas vezes, todo parâmetro bíblico de sua fé –, o lado metafísico de Deus se torna ausente da lógica viciada da teologia racionalista.
A verdade é que caráter nunca será ministrado por imposição de mãos. A unção nunca substituirá a cruz a ser carregada ao longo de nossa jornada, gerando o verdadeiro cristianismo. A educação e o entendimento da Palavra nunca poderão ser relegados ao segundo plano; nossas mentes devem ser lavadas e transformadas pelas Escrituras, sem a qual a revelação nem existe. Mas ainda assim, a brisa suave do noivo está passando – e, quando ele passa, nosso coração amolece e nossos olhos querem chorar. Ele me ama, e eu sinto isto. É bom adorar por horas seguidas, sem olhar o relógio, e sentir-se limpo, perdoado e próximo do Senhor. É bom saber que Deus é concretamente e transcendentemente eficiente e poderoso para curar corpos, almas, dores, mágoas e teologias... E não há prazer maior que este.
Fonte: Bráulia Inês Ribeiro via: Revista Eclésia
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2009/04/minha-igreja-tem-cai-cai.html#ixzz0ysRqCxey
Minha declaração de (não) fé
Alan Brizotti
Resolvi fazer uma lista de coisas nas quais não creio, uma espécie de não-credo, de declaração de falta de fé, ausência total de comprometimento com as tais, são elas:
Não creio na fé sem amor: não é fé, mas apenas discurso religioso adoecedor.
Não creio na teologia sem amor: não é teologia, mas apenas acúmulo de informação religiosa neurotizante.
Não creio na igreja sem amor: não é igreja, mas apenas ajuntamento de pessoas sob a pseudo aura do "sagrado".
Não creio no ministério sem amor: não é ministério, mas apenas serviço burocrático de indivíduos com mania de divindade exibicionista.
Não creio nas profetadas e suas bizarrices batizadas de "santidade": não são profecias, mas apenas o ridículo disfarçado de unção.
Não creio nas bênçãos dos profetas da prosperidade: não são bênçãos, porque só quem abençoa é Deus e Ele não compra minha fé.
Não creio nas maldições dos profetas da Al Qaeda divina: não são maldições, são apenas um revanchismo sagrado movido a vingancinhas medíocres.
Não creio em qualquer um...
Não creio em milagre todo dia: milagre não é rotina, se assim for já não é milagre.
Não creio em gente que cai no "espírito" mas não consegue andar no Espírito.
Não creio em línguas esquisitas quando a mesma língua ainda não foi transformada pelo Espírito da Palavra.
Não creio em "massagens de púlpito", mas em Mensagens do céu!
Não creio em encontros de casais erotizados e vulgares, produtos envergonhados de uma importação da mídia em sua sensualidade abusiva, prefiro encontros de casais que promovam o redescobrir do encanto...
Não creio numa série de outras coisas... mas como dizia Kierkegaard, "Com a ajuda do espinho em meu pé, salto muito mais alto".
Não creio na fé sem amor: não é fé, mas apenas discurso religioso adoecedor.
Não creio na teologia sem amor: não é teologia, mas apenas acúmulo de informação religiosa neurotizante.
Não creio na igreja sem amor: não é igreja, mas apenas ajuntamento de pessoas sob a pseudo aura do "sagrado".
Não creio no ministério sem amor: não é ministério, mas apenas serviço burocrático de indivíduos com mania de divindade exibicionista.
Não creio nas profetadas e suas bizarrices batizadas de "santidade": não são profecias, mas apenas o ridículo disfarçado de unção.
Não creio nas bênçãos dos profetas da prosperidade: não são bênçãos, porque só quem abençoa é Deus e Ele não compra minha fé.
Não creio nas maldições dos profetas da Al Qaeda divina: não são maldições, são apenas um revanchismo sagrado movido a vingancinhas medíocres.
Não creio em qualquer um...
Não creio em milagre todo dia: milagre não é rotina, se assim for já não é milagre.
Não creio em gente que cai no "espírito" mas não consegue andar no Espírito.
Não creio em línguas esquisitas quando a mesma língua ainda não foi transformada pelo Espírito da Palavra.
Não creio em "massagens de púlpito", mas em Mensagens do céu!
Não creio em encontros de casais erotizados e vulgares, produtos envergonhados de uma importação da mídia em sua sensualidade abusiva, prefiro encontros de casais que promovam o redescobrir do encanto...
Não creio numa série de outras coisas... mas como dizia Kierkegaard, "Com a ajuda do espinho em meu pé, salto muito mais alto".
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/05/minha-declaracao-de-nao-fe.html#ixzz0ys0U3PL7
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